Pulseiras de identificação garantem mais segurança a pacientes do HMWG

Garantir a identificação correta dos pacientes, a fim de assegurar que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina, evitando a possível ocorrência de erros. Foi com esta meta que o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), através do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), implantou desde julho passado, a utilização de pulseiras de identificação para os pacientes internos em suas unidades assistenciais.

A medida faz parte da segunda etapa do Procedimento Operacional Padrão (POP) elaborado pelo Núcleo e segue implantado desde julho passado.

Confeccionadas em polipropileno, na cor branca, são impermeáveis (resistentes a água, sabão, álcool e outros materiais abrasivos), de longa durabilidade, antialérgicas e com 29cm de comprimento, as pulseiras contem impressas informações imprescindíveis, como: nome completo do doente (sem abreviatura), a data de nascimento e o número da Ficha de Internação e Alta (FIA).

Para os pacientes que dão entrada sem identificação, são impressos: admissão (data e hora), sexo e número da FIA.  

“A segurança do paciente é uma das ferramentas mais importantes para que se possa prestar uma assistência de qualidade. Equívocos na identificação de um paciente, podem ocorrer desde a admissão até a alta. E é justamente para impedir que estes momentos aconteçam que estamos implantando esta nova política, para uma maior segurança do paciente”, explica a diretora geral do HMWG, Maria de Fátima Pereira Pinheiro”.

Toda a logística que compreende a utilização das pulseiras tem início ainda no setor de internamento, no momento da chegada do paciente. Cabe as equipes registrar as informações do paciente no sistema Salux, em seguida na pulseira e na placa de identificação do leito. Ao final, todo o material é entregue ou ao próprio paciente ou ao acompanhante que repassa todos os documentos ao setor de Serviço Social.

Às equipes de enfermagem cabe a conferência dos dados e a fixação da pulseira, preferencialmente, no braço direito do paciente. Na impossibilidade, o profissional segue a sequência no sentido horário (punho esquerdo, tornozelo esquerdo, tornozelo direito). A afixação ocorre no setor onde o doente será admitido (atendimento, observação clínica, politrauma, UTIs, enfermarias, centro cirúrgico).

Para que seja mantida a integridade da pulseira e dos dados registrados, são feitas inspeções diárias, verificando a legitimidade das informações e a solicitação de troca, sempre que necessário. Sobre esse ponto a coordenadora do NSP, Amanda Carvalho, diz que “A pulseira só pode ser retirada caso seja danificada ou esteja causando algum desconforto ou para o paciente. Mas, mesmo neste caso, deve ser imediatamente reposta”, alerta.

Amanda explica ainda que a conferência dos dados acontece sempre que qualquer profissional de saúde precisa realizar algum procedimento junto ao paciente. “De porte do prontuário, o profissional confere as informações constantes na pulseira e aí se certifica de que aquele é o paciente correto. Pode parecer um processo excessivo, mas não há como questionar que é muito mais seguro para todos”.

Ainda segundo Amanda, “este é um trabalho com o qual também precisamos contar com o apoio dos usuários, acompanhantes, servidores e gestores. Todos devem estar comprometidos com o cuidado centrado na segurança do paciente”, finalizou.

26 Jan 2018